Eu fiz isso aqui pra compartilhar minhas idéias sobre o mundo, pra mostrar um pouquinho de mim pra que talvez eu mesma, me entenda melhor e assim possa me explicar pra quem tiver realmente interessado em desbravar o mix de sentimentos que me compõe.
Então, mais um vez me encontro numa situação em que escrever se torna a minha válvula de escape, a diferença é que nesse momento eu não consigo usar de nenhuma figura de linguagem se não a própria situação em que eu estou vivendo... talvez nesta postagem devesse começar com algo diferente, quem sabe um...
Olá diário,
O meu dia hoje foi muito curioso, eu comecei com a ideia de mudar de cidade na metade do ano, decidi que mudaria no começo do ano, voltei para a metade do ano e agora estou cogitando a hipótese de ir no começo de novo, é diário você sabe o quanto eu sou indecisa assim como eu sei que na maioria das vezes o meu coração prevalece em relação à razão. Você provavelmente lembra que algumas páginas atras eu já mudei de cidade e eu lembro o quanto parecia que tudo dava errado.
Não que tivesse sido culpa de alguém, na verdade tudo que deu errado acabou me mostrando quem se importava comigo. Talvez caiba aqui um pequeno acontecimento que me mostrou muito: logo depois de receber mais uma nota baixa, eu liguei para a moça do alojamento aonde eu finalmente iria morar, eu já tinha visto a minha vaga e só ia perguntar a conta para eu depositar o dinheiro.
Já seria a quarta tentativa de morar a menos de duas horas de onibus da faculdade e a moça disse: aah então, eu peço desculpas mas o quarto que eu te mostrei entrou em reforma. E tinham passado menos de 3 dias depois que eu vi o quarto. Foi a primeira vez que eu me senti realmente incapaz, eu não conseguia nem encontrar um lugar pra viver por perto! Quando eu senti que os meus olhos me traiam, quando percebi que as lágrimas cairiam sim, independente do que eu fosse fazer, eu esperei e esperei mais um pouco, na verdade, não lembro o que estava esperando, mas estava. Depois que enxuguei minhas lágimas e dei quatro ou cinco passos uma colega de turma apareceu, perguntou se eu estava bem e depois me deu um abraço, em seguida, chegou outra quando as minhas lagrimas já estavam trapaciando a minha vontade de novo. Resolvemos que deveriamos ir para a aula - apesar da professora faltar mais que qualquer aluno - no caminho tinham outras duas pessoas esperando por nós.
Nesse dia eu queria sair expalhando pra todo mundo que eu tinha encontrado amigos, amigos mesmo. Aquelas pessoas especiais que te dão apoio e aparecem quando o resto todo some, sabe? Juro, que naquele momento, não importava mais se eu não tinha lugar pra ficar, se eu só tirava notas baixas, se eu não tinha conta [é, nem isso eu estava conseguindo!!] porque existiam pessoas que se importavam e eu podia sentir que era de coração.
Acabo de perceber que perdi foco e todos os argumentos pra mudar de cidade ou não. Agora só me admira o quanto essas pessoas são ímpares e importantes pra mim, por mais que tenha sido apenas um semestre [na verdade, menos] eu sei que tive muita sorte de tê-los conhecido e tenho certeza que eu vou contar deles para todos meus netos assim como já conto para outros amigos!
É diário, eu ainda não sei o que eu vou fazer da minha vida, mas acabo de perceber que tudo depende de quem está ao redor - direta ou indiretamente. Talvez minha dúvida exista porque minha vontade de conhecer novas pessoas e encontrar outras que deixem sua marca, seu exemplo, seu carinho... não seja tão forte quanto a certeza que por mais que essas novas existam, não serão exatamente as pessoas que eu conheci quando sai de casa, não vai existir o mesmo DCE, nem a mesma lanchonete perto do anatômico nem os mesmos morros, nem... nada!
É, eu vou sentir falta. Muita falta.