domingo, novembro 13

modo de vida

E mais uma vez a Lya Luft traduz em palavras de forma linda um modo de se viver:
"Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a apena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer"

quarta-feira, novembro 2

só isso!

     O mais legal da vida é que não importa quando, onde, como... não importa quantas vezes você caia ou quantas vezes alguém te dê uma rasteira. não importa se você esta triste hoje, ou se dormiu chorando. Amanhã sempre é um novo dia! SEMPRE! e você sempre vai ter uma nova oportunidade de levantar, de continuar, de sorrir, de procurar um novo amor, de ser feliz de novo e ser feliz mais uma vez, e ser feliz sempre e ser feliz pra sempre. SEMPRE! [consegui dar ênfase suficiente?]
     Isso é o mais legal da vida, só isso.

terça-feira, outubro 18

não pela metade.

     Não sou metades! Não sei ser, e nunca gostaria. Não sei gostar um pouco nem ter só um pouco de vida em mim. Não sei só falar e só ouvir está, definitivamente, fora do meu alcance.      Nunca vou entender a graça de se ter só uma parte ou de sentir só uma coisa.  
     Não me venha com meias verdades, ou sequer pense em me oferecer o seu ombro amigo, quero o seu colo, quero sua verdade que mais dói e que mais me ensina. Quero tudo, tudo aquilo que alguém pode ser e tudo aquilo que já imaginaram, eu quero delírios.  
     Não sou meio sincera, nem meio chata, nem meio desorganizada, nem meio egoísta, nem... meio! Quando eu sou, pode ter certeza, eu sou! 
     Porque se for pra ser um sorriso, que seja espontâneo. Se for pra ser choro, que lave a alma. Se for pra desacreditar, invente um novo começo. Se for pra querer bem, que seja intenso. Se for pra ser ruim, que seja o pior de todos. Se for pra gargalhar, que doa a barriga. Se for pra ser feliz, que seja todos os dias. Se for pra ser triste, que o dia passe logo. Se for pra se decepcionar, que existam amigos. Se for pra ser sem querer, que seja dinheiro. 
     Agora, se for pra ser comigo: seja inteiro, por favor.

sexta-feira, setembro 9

"Longe de casa... e por longas semanas"

     Ta ai um recorte de jornal que tem a minha cara! Na verdade, que imprime minha realidade. Pra mim, ficar longe de casa é palpavel, é o que eu vivo com seus prós e, com certeza, seus diversos contras, quanto as semanas? como ficam longas! Parecem anos entre uma vinda e outra mesmo que esse intervalo de tempo sejam cinco dias.      A bagagem que eu levo é sempre maior do que a que trago e a carrego por todas as partes. Trago comigo lembranças de momentos que só poderiam ser definidos como "mais que especiais", transpareço gestos e atitudes de pessoas que passaram na minha vida e deixaram um legado em mim, as mesmas que me emprestaram seu jeito e permitiram que de alguma forma eu as cativasse com o meu. 
     O que torna os dias mais longos é exatamente entender que o tempo se torna inimigo quando eu finalmente for reencontrar essas pessoas que tiveram grande influência sobre quem eu sou hoje. O que torna os dias mais longos é saber que eu posso demorar mais pra ter aquela conversa gostosa e cara a cara.
     Mas existe sim algo que vale a pena. Algo maior que tudo que compoe o meu medo da distância: a força e o conforto que uma amizade verdadeira pode dar e todo gosto de saudade que cada abraço demonstra conter. 
     O que faz valer a pena é saber que independente de qualquer coisa, todo o carinho e dedicação se eternizam no olhar daqueles que você consegue chamar sem exitar de: AMIGO. 

terça-feira, agosto 16

pela primeira vez.


     Eu fiz esse espaço aqui pra falar o que eu estava sentindo, como eu pensava e aliviar, de alguma forma, tudo que eu não conseguia exportar por motivos variados... acho que aqui eu já reclamei, já falei merda, já ri e já chorei, na verdade, eu sempre tentei deixar algum motivo pra se continuar porque assim é a vida não é? Ela contiua! E só isso que a gente tem certeza no final das contas.
     Mas se eu quissesse escrever hoje me faltariam palavras, se eu fosse te contar tudo que passa pela minha cabeça, não caberiam numa lógica correta, em algum momento nada mais faria sentido. Talvez porque o que eu estou sentindo não seja racional como eu sempre gostei de ser.
     Sinceramente? Estou tentando dispensar todos os cálculos que sempre fiz para todos os passos que pretendi dar. Parar de pensar nos prós e contras de todas as coisas e de testar por mais de uma vez se o terreno é seguro e se existem apoios.
     Talvez eu queira pelo menos agora, só agora, deixar acontecer! Eu sei que tudo tem o seu tempo e cada tempo é diferente assim como eu sei que os melhores momentos vem de forma natural, acontece e só! Não é disso que a felicidade gosta? Momentos espaçados que juntos numa lembrança fazem você sorrir sem perceber pra depois cair em si e querer mais?
     Essa é a felicidade que eu procuro, essas memórias que impulsão gargalhadas é o meu tesouro do fim do arco-iris, é isso que eu, dessa vez, pela primeira vez, vou deixar acontecer!
 
 

domingo, junho 19

então, e você?

     O que você faria se eu te abraçasse agora? E se eu não te abraçasse? O que você diria se eu virasse as costas pra você? Se eu fugisse? Se eu gritasse? Você me abraçaria? E se eu saltasse de um carro em movimento, você tentaria me impedir? Se eu chorasse desesperadamente,  você seguraria minha mão? E no meio da minha crise de riso, você simplesmente ignoraria?
     O que você pensaria se eu desse bom dia pra um desconhecido? E se eu ignora-lo,  seria normal pra você? E se eu quissesse acolher um desabrigado? Ou se desse meu cobertor pra ele? E se o cobertor fosse seu? E se uma criança estivesse perdida? Se ela tivesse com aspecto de mendiga? Você olharia com os mesmos olhos? Se eu lembrasse de quem já me esqueceu? Se eu chorasse por um assassino? Se a minha escolha fosse o pior a seus olhos? A minha atitute te chocaria? A minha forma de vida seria absurda? Eu te empressionaria? 
      E se eu te contar que encontrei uma flor num canhão? Que vi um perdedor, de olhos esburrando orgulho comemorando com o vitorioso? Que palavras ditas já reconstruiram corações? Que olhares já reuniram pedaços de uma vida?  Que recebi vários sorrisos sinceros pelo caminho? Que vi pessoas ajudando outras sem pensar em ter nada em troca? Que já houve sacrifício por amor?  Você ficaria espantado? Iria querer confirir? Ou me falaria, sem exitar, que foi você?

segunda-feira, junho 13

.

"Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta..." 


Lya Luft

sexta-feira, junho 10

eu pinto o meu céu.

     Eu que pinto o meu céu, eu que decido a quantidade de estrelas que brilham. Confesso que o poder que elas tem de me impressionar sai do meu controle mas cabe a mim deixa-la lá ou não.
     A opção de apagar as nuvens que porventura aparece  também é minha, se bem que na maioria das vezes eu escolho transformá-las nos formatos mais divertidos e irônicos que minha mente criativa permite.
     Eu que decido a intensidade da chuva, seu tipo, formato das gotas e se ela vai mesmo me molhar. Sei como me proteger dela assim como sei da alegria que um banho de chuva pode trazer.
     Eu que escolho se é noite, ou se é dia. Escolho quando o meu Sol nasce, quando e onde ele se põe... eu que sei se fico perto ou longe, se mecho ou deixo quieto, se faço um acabamento aqui ou ali.
     Eu que pinto o meu próprio céu e minha recompensa é saber que em algum lugar, alguém olha pra ele e enxerga alguma beleza, alguém olha e talvez até sinta todo o potencial de tudo que é de pura e simplesmente autoria minha, alguém que veja todos os erros que também tem minha assinatura e apenas ria sabendo em silêncio como concertar.
     Minha recompensa é saber que eu posso pintar o meu céu e continuar escolhendo e optando e mudando e crescendo que em algum momento minha estrela cadente vai guiar esse alguém, meu alguém, pra pintar comigo e em mim.  

segunda-feira, junho 6

só sinto.

     É impressionante como a gente sempre sente mais do que quer, entende ou sabe. eu sinto mais do que suporto, e não sei ao certo a intensidade de cada sentimento, tão pouco do que eu sou capaz sentindo cada um deles. 
     Fala a verdade, vai dizer que você nunca quis matar uma pessoa e abraça-la ao mesmo tempo? Ou depois de ter discutido com alguém deu uma gargalhada super gostosa com a piada que essa mesma pessoa contou dois segundos depois? 
     Talvez tudo que precisemos é de um tempo pra entender o que se sente. ou não, até porque quando muito se pensa a probabilidade de se estragar o momento cresce exponencialmente.
     Posso falar? Sempre tive vontade de me entender, e entender tudo que sentia, mas pensando bem agora, não quero ofuscar o brilho do misterio que resta em mim.Me entender por completo, tiraria a graça de conhecer a mim mesma e tentar ultrapassar meus próprios limites, uma vez que já saberia de todo o meu potencial. 
     Ópto por não entender 10% dos meus sentimentos se isso for pré-requisito para eu continuar achando que o meu potencial é infinito uma vez que, ainda, não alcancei o meu impossivel.

sábado, maio 7

meueu

     Pra me conhecer, conheça o meu coração. Entenda que em meio a seus infinitos escudos naturais ele ainda bate. Bate pela vida em si e tudo que ela proporciona, bate por risadas, aventuras, diversão, alegrias, carinhos, ... Bate por doação.
     Meu coração, poço sem fundo de contradição e medo, é o mesmo que se apega a beleza dos detalhes de tudo e se quebra com o mínimo de tristeza ao redor.   
     Pra me entender, apenas olhe os meu olhos. Veja que eles respondem por mim e mais que a mim. Eles, exportadores dos sentimentos da minha alma, brilham por ver o brilho de outros e acreditar que uma luz nunca estará sozinha e que seu brilhar não se esgota.
     Pra saber um pouco mais de mim, acredite no simples fato de que  meu sorriso sempre estará estampado no rosto mesmo quando tudo estiver dando errado. É inconcebível dar o gosto da minha tristeza àqueles que por algum motivo a querem tanto, e pior ainda é imaginar que a preocupação dos que se importam de verdade comigo vai apagar o sorriso deles.  
     Pra me compreender eu te peço, não julgue meus atos e não perca seu tempo tentando entende-los. Até porque nem eu consigo. Aceite que eles tomam a forma mais pura e espontânea daquilo que o meu coração sente, os meus olhos passam e o meu sorriso abraça.
     Pra me definir, encontre no dicionário algo que combine calor humano, força de vontade, frases sem sentido, cara lavada, alma exposta e onde estiver escrito: Atos-sorriso-olhos-coração, leia: Bruna-campanharo-batista.

segunda-feira, maio 2

huuum, resto (??)

Que atire a primeira pedra quem nunca quis ficar com o restinho de alguma coisa.
Hoje, eu simplesmente aproveitei de forma adorável a sobra de todas as coisas e percebi o tempo que eu tenho perdido tentando, sem muita perspectiva, conseguir o melhor de... Bom, ainda não sei o que. Fico procurando sempre o melhor de tudo, buscando sem saber porque a melhor coisa de todas as coisas melhores quando na verdade o que é considerado “resto” pode ser muito importante.
Lógico, que pra que se come a sobra de chocolate da panela se você tem o bolo de chocolate com a cobertura ainda? Mas você jogaria a sobra fora? Quem resiste à colher que foi usada no preparo do doce? muitas vezes a melhor parte. Talvez o que tem na panela abra o apetite do que tem por vir e dê a espera um sabor inigualável.
Confesso, que me peguei pensando se estou querendo logo o bolo e de tanto querer nem ligo pra todas as suas partes, nem dou o devido valor a sua cobertura ou como foi feito, jogo as maravilhosas sobras fora e aproveito muito menos do que poderia. 
Nunca garantiria prestar atenção em todos os detalhes do que me rodeia, já que dentro de mim, existe uma atenção com foco tendendo a zero mas começar a olhar e, principalmente, ver o que eu estou jogando fora já é um bom começo.      

quinta-feira, abril 14

entenda a diferença:

"O prazer é corpóreo. A alegria é espiritual.
O prazer é efêmero, passageiro. A alegria é perene e aponta para a felicidade eterna.
O prazer deixa um sabor amargo, um vazio, um remorso. A alegria deixa uma paz, que o mundo é incapaz de dar." 
... não teria palavras para expressar de uma forma melhor. 

segunda-feira, março 28

meu conto de fadas

... E essa é a parte que você aparece, me resgata do meu pior pesadelo e me diz que tudo vai ficar bem pra vivermos nosso "felizes para sempre".

sexta-feira, março 18

mudanças.

     É duro descobrir que o ‘sempre’ nem sempre corresponde a inacabável. É triste olhar pra trás e ver que mais do que necessário, se torna natural deixar pessoas para trás. Deixar bagagens, histórias, memórias, carinhos.
     E quem fica então? Será que ninguém continua? Eu, sinceramente, tenho medo dessa pergunta!
     De qualquer forma, o tempo está fazendo um ótimo papel me ensinando que não há mais tempo pra que eu seja mais uma menina. Ele com as vozes de quem ficou, me diz que eu consigo que eu posso continuar, que meu destino é mais além e eu mais coração que razão tento manter essas vozes na minha cabeça numa tentativa quase desesperada de mantê-los vivos em mim. E eu mais razão que coração falo pra mim mesma que lágrimas não limpam atitudes muito menos remoer o passado, concerta o futuro.
     Eu, muito mais eu agora do que nunca, muito mais futuro que passado quero fazer deste momento o meu presente, em todos os sentidos. Já entendi que sou eu que me presenteio e que sou eu a voz da minha consciência. Percebi que tudo ao meu redor me acrescenta mais só eu me valorizo.
     Sim Tempo, se o seu objetivo era transformar a minha menina em mulher... Você está conseguindo, mas eu te falo uma coisa, já entendi que o “para sempre” não acontece, mesmo que seja dito com toda a sinceridade cabível a alguém que ama mas eu ainda acredito em “nunca”. E é com toda a confusão que há em mim em meio a tantas mudanças e novidades que eu digo, sem medo de estar errada ou sem medo de comprometimentos futuros que eu: NUNCA, nunca vou esquecer das vozes do meu coração tão pouco da linda menina que me habita.

sexta-feira, março 11

eu e uma menina ai

     Faz algum tempo que eu senti o gosto de contar tudo que eu sinto pras outras pessoas já que é lógico essas pessoas se importam verdadeiramente comigo e com isso, deixei pra trás uma menina fechada, super quieta e cuja timidez era transmitida no olhar. Essa menina, que eu já não encontro a uns bons sete anos, apareceu em mim hoje de forma tão forte e intensa que me deixou, literalmente, sem palavras.
     Hoje, eu queria dar um conselho a mim mesma. Era como se essa menina super ingênua e vulnerável, louca pra se enturmar e pisar em terra firme novamente estivesse disposta a qualquer coisa pra isso.
     A pequena menina estava em mim enquanto eu tentava de alguma forma falar que eu não precisava dela, de novo não. Não precisava que ela trouxesse toda sua insegurança muito menos que me dissesse que eu preciso mudar algumas coisas em mim. Não.
     Sinceramente, não sei o que fazer com essas visitinhas inesperadas... A única coisa que eu sei ao certo, é que mesmo afastada alguns quilômetros do meu porto seguro, ele ainda esta ali, a 4 horas de mim, pronto pra me receber e me dar mais um empurram. O bom de ter bons amigos é isso: com eles você pisa em terra firme e quando você quer chegar mais longe, eles se tornam cama elástica e continuam sempre, de alguma forma te ajudando.

terça-feira, março 8

e se?

    Se tiver uma montanha no meio do caminho? se um buraco abrir na estrada? e se o Sol estiver fazendo a temperatura ficar por volta de 45ºC? se a Lua transferisse a sua frieza para a terra por não ter luz própria? e se o que você conseguiu até hoje não fosse o suficiente? se você só se esforça e não consegue nada tão grande - na sua teoria? 
     Você daria meia volta ou escalaria a montanha? Você passaria pela escuridão absurda sem olhar pro infinito negro? Você reclamaria do tempo ou agradesceria por estar vivo? Você jogaria todas as suas conquistas fora? Você esqueceria todos os bons frutos que elas te trouxeram? 
     Entenda que quando se chega ao topo de uma montanha, a vista que se tem é a recompensa de qualquer mal-estar. Entenda que o verdadeiro teste é ajudar quem já caiu e não simplesmente conseguir ignorar o buraco. Que o desafio da vida é aprender a agradescer pelo cotidiano. Que tudo que você conseguiu te trouxe até aqui, que tudo e todos que você conhece, te forma! Não te completa uma vez que não são mais parte retiraveis e na verdade formam o inteiro. 
     Veja que em meio aos desastre existem pessoas que se põe a disposição, que quanto maior a dificuldade mais forte você se torna, que quanto mais você vive mais você ganha experiência que não deve ser guardada e sim compartilhada: suas rugas e cabelos brancos devem trazer alegria e emoção de histórias que os mais novos jamais viverão. 
    Mas principalmente aceite o fato de que sempre existiram montanhas, buracos, calor e frio e que as escolhas são suas. Não importa o que os outros pensem ou façam. Eles são meros expectadores, são os seus olhos que virão a bela vista, as suas mãos que ajudarão o outro, suas palavras que definem quem você é e o seu pé que dará o próximo passo.

terça-feira, março 1

queria um tempo.

     Agora eu queria ter tempo. Queria ter tempo pra escrever dignamente, tempo pra pensar nas palavras, pra rever os conceitos, pra conseguir dizer exatamente o que estou sentindo e como estou sentindo mas eu não tenho esse tempo e isso agora, sinceramente? Não me importa.
     Eu estou desbravando um novo mundo aqui. Admito, pequeno novo mundo. Mas estou tentando descobrir nele uma forma de dar certo. Um jeito de me encaixar e conseguir fazer parte dele de forma que una duas coisas: meus dois mundos.
     Queria muito, muito mesmo, ter tempo pra contar como esta sendo e o que aconteceu comigo ontem, queria poder parar para pensar no que é parecido e o que é completamente diferente, mas guardo o meu tempo para entender primeiro como é esse mundo e entender onde eu posso pisar.
     O meu grande velho mundo é forte, preciso, gentil, caloroso e eu sei exatamente onde estão todas essas qualidades. Tenho a preocupação agora de tentar não apenas viver no novo pequeno mundo mas viver ele, me entregando.
     Queria poder ter trazido todo o meu velho grande mundo na mala mas aceito a bagagem dele que trago no coração em forma de lembranças e tento as transformar em força, precisão, gentileza e calor humano em meio a mim mesma,  pra quem sabe mostrar às qualidades desse mundo que existem tantas outras qualidades em outros mundo que eles não vão ter o prazer de ver mas que eu, graças a Deus, pude conhecer.

quinta-feira, fevereiro 24

demostrações? demostre!

       Todos procuram uma grande demostração de afeto. Todos precisam de uma dessas, lógico, com intesidade diferente de pessoa pra pessoa mas, na verdade, eles querem é uma demostração grande. E acredite em mim, isso faz toda a diferença. O ser humano parece ser medido por medida e encontra em cada atitude a quantidade ideal pra ser recíproco. Raro é encontrar alguém que queira se doar e deixa que receber algo em troca se torne apenas uma consequência positiva que possa iniciar um ciclo de trocas boas. 
     Deixe-me esclarecer um coisa antes de começar a discutir o que todo mundo sabe sobre os humanos, seus defeitos, seus desencontros, suas diferenças e seus momentos. Queria poder explicar o poder que tem uma grande demostração para os céticos de plantão, e tentar traduzir a sensação de todos os simples de coração, particularmente seria ideal iniciar uma campanha com o slogan: "grandes demostrações grandes, por gentileza" já que em meu eu, sempre bipolar, existe o cético e o crente. Mas vou apenas deixar meu singelo exemplo detado de criatividade zero. 
     O que você escolheria: carro ou bicicleta? Nem precisa pensar, é lógico que o que tem mais valor nos atrai mais. Mesmo se você não tiver habilitação vai escolher o de quatro rodas. Agora imagine, o carro foi lhe dado por alguém que tinha muito dinheiro e resolveu lhe faz um agrado enquanto quem te deu a bicicleta guardou com muito sacrificio um pouco de seu salário suado durante vários meses e entregou finalmente o objeto que no final representava mais um troféu que um veículo. Enxerga que a bicicleta é uma grande demostração enquanto o carro é uma demostração grande? Vê toda a candura da bicicleta frente a linearidade do carro?
     Como a campanha dos meus sonhos indica eu preferia sim uma grande demostração grande, já que muitas vezes os meus olhos só percebem o tamanho da situação e esquecem de sentir da grandeza dos pequenos atos. Afinal, como Newton deduziu: toda reação teve uma ação inicial e isso não esta presente apenas nas situações de sala de aula, fora dela, tudo que fazemos depende do que aconteceu primeiro. 
     Então, antes de exigir que fação algo pra você, antes de achar que todos devem demostrar de forma gritante o tamanho do sentimento que nutre por você, tente atrir afeto! E isso se consegue espalhando-o. Tente rir para atrair bom humor. E tente pensar nos outros pra que eles finalmente pense em você. Mas entenda que acima de tudo toda regra - até as de física - tem sua excessão e quando se trata de gente, as situações nunca são exatas! Deixe que as consequências de suas ações te surpreendão, opte por se doar e só.

domingo, fevereiro 20

SairDeCasa

     Entre os pensamentos que vão e vem na nossa mente confusa, sempre aparece o de sair de casa. Isso é fato! Vai dizer que você nunca pensou sair da casa dos seus pais e se aventurar no desafio de crescer por você mesmo contando no máximo com talvez duas outras pessoas tão cruas quanto você?!
     Pois é, mas pensamento por pensamento não definem a complicação que a situação pode parecer, só então, quando nos deparamos de fato com a realidade, quando caimos em nós mesmo e percebemos que finalmente podemos "nos tomar conta" é que entendemos que além disso devemos tomar decisões em que qualquer detalhe pode fazer toda a diferença, percebemos que não só conseguimos resolver trinta coisas por dia como temos essa obrigação.
     Entendemos depois de um tempo, que não sentimos tanta saudade quanto achamos que sentiriamos pelo simples fato de não termos tempo pra sentir, mas que em qualquer brecha o vazio que todas as coisas e pessoas deixaram se torna um buraco negro te consumindo por dentro. Nunca é tão fácil quanto parece.
     Mas tenho mais uma novidade pra você: nunca é tão dificil quanto parece também. É ai que você se da conta que o seu mundo não se resume àquela vizinhança pacata, que você não precisa ser tão insignificante quanto você imagina ser, que quando você encontra um porto seguro, quando se sente realmente seguro, você não é o único beneficiado, está acrescentando na vida de alguém também.
     Quando você descobre tudo isso, depois que ultrapassou muralhas insuperáveis começam a dizer que você esta pronto. Lógico que não poderiam facilitar e te contar todas essas coisas, deixam você aprender sozinho pelo simples fato que você deve "aprender com seus atos", sinceramente? Isso nunca foi tão estranhamente confuso, dificil e engraçado.  
    É, assim como todas as outras coisas, existem no mínimo dois lados: o bom e o ruim. E entre eles, você. Quando somos submetidos a esse crescimento ao invez de procura-lo por livre e espontânea vontade nos resta rogar por calma e sabedoria tendo a certeza que não acaba uma vida e começa outra. Termina uma fase da vida pra outra começa, mas quem já marcou a sua vida no passado continuará fazendo parte da sua história de qualquer forma. 

Do dicionário da vida, SairDeCasa(1) ato ou efeito de amadurecer; (2) descoberta que erros e defeitos são cometidos para que se aprenda com eles; (3) descoberta de limites; (4) encontro inédito com você mesmo.  
    

quinta-feira, fevereiro 10

Obrigada véi [lê-se: valeu, cara.]

     Eu fiz isso aqui pra compartilhar minhas idéias sobre o mundo, pra mostrar um pouquinho de mim pra que talvez eu mesma, me entenda melhor e assim possa me explicar pra quem tiver realmente interessado em desbravar o mix de sentimentos que me compõe.  
     Então, mais um vez me encontro numa situação em que escrever se torna a minha válvula de escape, a diferença é que nesse momento eu não consigo usar de nenhuma figura de linguagem se não a própria situação em que eu estou vivendo... talvez nesta postagem devesse começar com algo diferente, quem sabe um...
     Olá diário, 
 O meu dia hoje foi muito curioso, eu comecei com a ideia de mudar de cidade na metade do ano, decidi que mudaria no começo do ano, voltei para a metade do ano e agora estou cogitando a hipótese de ir no começo de novo, é diário você sabe o quanto eu sou indecisa assim como eu sei que na maioria das vezes o meu coração prevalece em relação à razão. Você provavelmente lembra que algumas páginas atras eu já mudei de cidade e eu lembro o quanto parecia que tudo dava errado.
 Não que tivesse sido culpa de alguém, na verdade tudo que deu errado acabou me mostrando quem se importava comigo. Talvez caiba aqui um pequeno acontecimento que me mostrou muito: logo depois de receber mais uma nota baixa, eu liguei para a moça do alojamento aonde eu finalmente iria morar, eu já tinha visto a minha vaga e só ia perguntar a conta para eu depositar o dinheiro. 
 Já seria a quarta tentativa de morar a menos de duas horas de onibus da faculdade e a moça disse: aah então, eu peço desculpas mas o quarto que eu te mostrei entrou em reforma. E tinham passado menos de 3 dias depois que eu vi o quarto. Foi a primeira vez que eu me senti realmente incapaz, eu não conseguia nem encontrar um lugar pra viver por perto! Quando eu senti que os meus olhos me traiam, quando percebi que as lágrimas cairiam sim, independente do que eu fosse fazer, eu esperei e esperei mais um pouco, na verdade, não lembro o que estava esperando, mas estava. Depois que enxuguei minhas lágimas e dei quatro ou cinco passos uma colega de turma apareceu, perguntou se eu estava bem e depois me deu um abraço, em seguida, chegou outra quando as minhas lagrimas já estavam trapaciando a minha vontade de novo. Resolvemos que deveriamos ir para a aula - apesar da professora faltar mais que qualquer aluno - no caminho tinham outras duas pessoas esperando por nós.
 Nesse dia eu queria sair expalhando pra todo mundo que eu tinha encontrado amigos, amigos mesmo. Aquelas pessoas especiais que te dão apoio e aparecem quando o resto todo some, sabe? Juro, que naquele momento, não importava mais se eu não tinha lugar pra ficar, se eu só tirava notas baixas, se eu não tinha conta [é, nem isso eu estava conseguindo!!] porque existiam pessoas que se importavam e eu podia sentir que era de coração.
 Acabo de perceber que perdi foco e todos os argumentos pra mudar de cidade ou não. Agora só me admira o quanto essas pessoas são ímpares e importantes pra mim, por mais que tenha sido apenas um semestre [na verdade, menos] eu sei que tive muita sorte de tê-los conhecido e tenho certeza que eu vou contar deles para todos meus netos assim como já conto para outros amigos!
 É diário, eu ainda não sei o que eu vou fazer da minha vida, mas acabo de perceber que tudo depende de quem está ao redor - direta ou indiretamente. Talvez minha dúvida exista porque minha vontade de conhecer novas pessoas e encontrar outras que deixem sua marca, seu exemplo, seu carinho... não seja tão forte quanto a certeza que por mais que essas novas existam, não serão exatamente as pessoas que eu conheci quando sai de casa, não vai existir o mesmo DCE, nem a mesma lanchonete perto do anatômico nem os mesmos morros, nem... nada! 
 É, eu vou sentir falta. Muita falta.
   

quarta-feira, fevereiro 2

então a vida é um castelo de areia.


     Quando somos crianças, vamos à praia para entre outras coisas construir castelos de areia, aqueles que são feitos com um punhado de terra que você deixa escorrer pela mão, situação em que a onda é a maior inimiga.     
     A vontade de querer controlar o mar e o momento exato em que a onda vai vir é generalizado assim como a frustração por não ter tal capacidade. Afinal, é você quem está construindo aquilo, está saindo das suas mãos e simplesmente aparece uma onda e te faz começar tudo de novo?
     Foi numa situação dessas, ouvindo o meu primo dizer ‘não posso desistir gente!’ que eu percebi: tudo está exatamente nas nossas mãos. Não apenas a areia assim como a opção de continuar o castelo. Pedir que a onda não venha, é em vão, mudar de lugar pode ser uma solução passageira mas desistir será apenas burlar a situação.
     Meu primo, numa situação até cômica, colocava o corpo na frente do castelo e juntava o máximo de areia possível ao redor do seu monte, construindo verdadeiras muralhas na sua imaginação. Enquanto isso, na minha mente só me perguntava se eu já tinha alguma vez, me entregado, dado o sangue, por alguma causa ou o que poderia me envolver a tal ponto.
     Foi quando veio outra onda, que deu a volta em sua perna e desmontou parte de seu castelo. Em seu rostinho apareceu a tristeza que logo deixou espaço para a determinação ao menos tempo, o que me deixava triste é não conseguir lembrar nem mesmo um castelo pelo qual lutei tanto, de nenhum reino eu merecia de fato receber uma coroa.  
     Minha conclusão final foi que a minha vida toda é o meu castelo, alias, a base dele e talvez algumas vigas já que eu tenho muito para construir ainda. Sei que muitas ondas virão mas essa idéia me trás a certeza que a minha força de vontade e fé em mim mesma vão me levar ao topo.

segunda-feira, janeiro 31

reencontro

     Saudade, descreve sentimento de perda, distância e amor. Isso é o que diz o dicionário, o que ele não frisa é o tamanho da dor que a saudade trás. Fato é que ele não contou todos os detalhes escondidos entre uma letra e outra, talvez por não querer se tornar duro demais ou talvez porque para explicar exatamente teria que abandonar o lado cético e negar a si mesmo, talvez por não querer ser repetitivo em palavras chaves ou por não querer gastar muitas páginas com tão pequena palavra.
     Pra explicar o que é saudade, o dicionário deveria conter o significado de “coração apertado”, dizer o que representa “olhares perdidos” e usaria várias vezes a palavra “dor”. Mas, principalmente, para perfeito entendimento, ele usaria a mesma quantidade de páginas de todo o  vocabulário de uma linguagem muito vasta só pra explicar o que acontece no reencontro.
     Eu diria que é como fogos de artifício clareando o céu: demora alguns minutos para voltar ao normal, é sempre uma surpresa o que pode aparecer (vir a acontecer) e, principalmente, te fixa.
     É fixador e viciante o abraço que você mais queria receber te mostrando que a recíproca era verdadeira, o olhar que antes se perdia procurando um outro sem muito sucesso,enfim, encontrando e encontrado, e o coração que acelera pra depois perceber que agora sim, ele esta seguro, e pode relaxar.
     É inspirador como os fogos de artifício prendem sua atenção e transforma sua face, seja ela qual for, em uma de admiração. A mesma admiração é a que toma conta de você ao perceber que a motivação da sua ida é a própria volta, mesmo sem data marcada ou qualquer previsão de chegada. O que passa a te importar é a reação que você desperta nos outros e todas as que você descobre em você mesmo.
     Deixo aqui duas certezas :
1) a alegria do reencontro é inexplicável, faz você esquecer todos os motivos que te fizeram sair dali num primeiro momento e desfaz qualquer argumento que seja afavor de afastar daquelas pessoas de novo. Nenhuma palavra de dicionário algum poderia expressar o que é, ou como é.
2) o dicionário precisa de reformas, urgente.





"A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande."

segunda-feira, janeiro 24

obrigada, amigos.

     Mais uma vez falaram de amigos pra mim, mais uma vez eu me emocionei. Me emocionei porque me encanto com a certeza de existirem pessoas que enxergam todos os meus defeitos e mesmo assim, continuam por perto, minhas lágrimas exportavam a felicidade da minha alma ao lembrar da sinceridade de alguns "eu te amo" que eu já tive o prazer de ouvir. Na verdade, apenas a certeza que eu nunca estarei sozinha que algumas pessoas me passam, já é suficiente para me alegrar.
     Eu sei que a humanidade, ultimamente, tem perdido a fé nela mesma, assim como eu sei a loucura que eu cometo por ainda acreditar. Eu acredito que possam existir pessoas que façam a diferença e acredito que nem todos os atos são premeditados para beneficio próprio. Já sei o que você deve estar pensando agora: inocente! Pois eu prefiro. Escolho ser inocente e encontrar nos pequenos atos um sinal de que nem tudo esta tão perdido quanto parece, reunir, atravez da simplicidade, forças pra continuar a acreditar que a amizade verdadeira ainda existe e perdura.
     A minha inocencia ou crença no mundo, como eu prefiro chamar, eu devo a todos aqueles que eu chamo de "amigos". Sim, eles são o principal motivo da minha eterna procura pela pureza da alma, na verdade, eles que purificam a minha alma com seus abraços que demostram o quanto eles querem tomar pelo menos um pouco da nossa dor, seus olhares que com piedade questionam incessantemente como podem nos ajudar, seus ombros que confortam nosso cansaço e seus colos que por vezes se transformam no único lugar que nos sentimos seguros.
     Devo muito a meus amigos, devo toda a minha alegria, e minhas alucinações, devo minha força e minhas conquistas, devo todos os meus sorrisos e todos os sentimentos bons que nutro em mim. Devo a eles toda a paciência, as palavras, todas as broncas e as verdades duras, devo tudo que me transformou na pessoa que sou hoje. Devo a eles, tudo de mim. E como agradecimento tento entregar a eles o meu coração, quando me lembro que quando ele bate, bate por conquistas e alegria dos meus amigos, quando ele aperta, aperta por ter visto um olhar triste de algum deles, quando ele quebra, quebra por ter magoado algum outro sem querer, quando ele roga aos céus, lembra-se sempre daqueles que ele comporta. 
     O meu coração, não se contentaria em pertencer aos meus amigos. O meu coração é meus amigos.




dedicado a todos aqueles que eu tenho o prazer de chamar de AMIGOS.
Obrigada, muito obrigada, por tudo.

sábado, janeiro 22

escolho o verão

 
     Eu estava dentro do ônibus quando vi alguém colocando o celular dentro da mochila, a mão esquerda que tinha cuidado com o celular poderia ter uma aliança mas em seu lugar havia um tom de pele muito mais claro que o tom de pele do homem, como se o anel tivesse roubado o sol que bronzeava a pele por longos anos, talvez mais que 10 ou mais que 15 e que a pele agora estava de novo livre para ser bronzeada.
     Quando os meus olhos passaram da sua mão para os seus olhos eu os vi perdidos, e os meus acabaram se perdendo também. Eu imaginava quantos momentos a jóia foi símbolo do seu amor e quantas juras foram feitas até a entrega e também depois dela, pensava se ela havia sido de fato base de algo maior e exemplo pra quem estivesse por perto. Me perguntava quem se machucou mais quando ele tirou aquele anel e se o sol, os verões tinham o mesmo significado antes e depois dele.
     Ainda olhando nos olhos do homem, eu sentia como se o seu corpo soubesse que era verão mas o seu coração vivesse um eterno inverno. Como se ele implorasse pra que o sol fosse queimar por fora e por dentro. Que ele pudesse aquecer o frio do coração, ou melhor, aquecer o frio coração.
     De vez em quando me pego imaginando a dor do termino de um casamento e sei que é um tipo de sentimento que eu não quero sentir e nem preciso provar pra ter certeza e me questiono se vale a pena me privar da montanha russa de sentimentos que um relacionamento proporciona pra escapar do sofrimento que seria o fim. Pois é, a minha conclusão acaba sendo apenas uma e a mesma que concorda com Vinicius de Moraes quando ele diz:

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure. ´



     Sim, eu sempre vou preferir um mês de verão a viver uma vida sem ter experimentado o seu calor.



quarta-feira, janeiro 19

pelo menos por hoje

hoje eu não vou dar gargalhadas por nada. não vou ligar pra gramática, não vou fazer uma linda cara de simpática. não vou fingir que esta tudo bem nem vou passar a mão na cabeça de ninguém. só hoje, vou me permitir chorar, vou tirar a minha fantasia de rochedo, vou gritar até não ter mais ar pra que com ele saia de dentro de mim tudo o que me faz sentir vazia. hoje, eu vou dizer tudo o que eu sempre quis dizer mas nunca tive coragem. hoje vou perdoar os meus próprios erros e não vou me importar com as consequências deles. hoje não vou pensar no que fazer amanhã. só hoje eu quero poder ouvir o barulho do mar e me sentir viva. quero muito lapis pra pouco olho. quero olhar pra vc e dizer que sempre senti muito, muito a sua falta e ainda sinto. hoje, exatamente hoje quando me sinto em pedaços dificeis de serem reunidos tudo que eu quero é alguém que segure a minha mão e me diga: vamos juntos. hoje eu vou atras de tudo que eu, e apenas eu, chamo de certo e vou exercitar o meu poder de dizer 'não'. Sim, eu quero ligar o botão do "foda-se", só por hoje. eu quero que a chuva venha e possar lavar por dentro. hoje eu quero valorizar cada minuto, entender todos os meus sentimentos e usar todos os meus sentidos, quero ver o por-do-sol sem me arrepender de nada; pelo menos por hoje, quero chegar ao final sem querer começar do mesmo começo.

sexta-feira, janeiro 14

felicidade: torta mas plena.

     Pelos caminhos tortos que ando, enchergo o que só quero ver, sinto mais do que eu poderia definir e entendo sem compreender. Percebo que talvez seria mais fácil se conhecesse a mim mesma, idéia que vai de encontro ao medo de me desvendar. 
     No meu caminho torto, o meu céu é aquilo que conquisto e a estrela que me guia está sob mim. Ela, de nome Sonho, não sabe se quer manter meus pés no chão ou provar que eu posso voar.Uso nesse caminho torto o meu maior escudo: meus principios. E sempre escuto o meu melhor amigo, meu coração.
     Vivendo mesmo que torta, procuro me esquivar dos atalhos e não falar com estranhos, tento não cair em armadilhas e encontrar nos olhos que atravessam os meus qualidades e defeitos, seres humanos. 
     Quero algum dia saber o que plantar pra não ter surpresas ao colher. Com certeza vou procurar mas com a finalidade de ser encontrada. Entretando minha maior certeza é que vou continuar, em todos anos de tortura que virão, a minha saga de alcançar a plena felicidade e só.

terça-feira, janeiro 11

novelas, novelas...


Sabe o que tem de mais engraçado nas novelas? Os vilões só se dão mal faltando uma semana para o fim! Parecido com o real, já que uma semana é todo o tempo que alguns deles ficam. Além disso, é claro que o mocinho sempre fica com a mocinha no final, até porque ela sofreu todos os meses da novela e, pela aparente convenção de todos os autores, merece por todos os esforços se casar e ter filhos, de preferência gêmeos e um de cada sexo. É óbvio que no último capítulo muito mais gente vai casar, os maus vão morrer, ir para a prisão ou para o hospício (meu favorito, diga-se de passagem) e, principalmente, surge tanta criança que daria para começar outra novela só com elas.
Você provavelmente concorda com uma das minhas afirmações e por mais previsível que seja o final, eu ainda assisto. Simplesmente não canso de ver como outras personagens se saem nos enigmas que criam para elas. E nesse ponto, a trama trás um aspecto positivo já que automaticamente me questiono se agiria da mesma forma, ou se isso poderia acontecer com alguém que eu conheço.
Além disso, alguns casos da vida real como por exemplo da Suzane von Richthofen que planejou a morte dos próprios pais e da menina Isabella Nardoni que foi atirada do sexto andar soam tão fictícios quanto o desenrolar de uma novela. É nessa hora que o meu maior desejo é transformar essas histórias desumana em teledramaturgia pra que eu possa simplesmente desligar a TV e pensar: isso nunca aconteceria de verdade.
É, talvez ver os caras maus irem pra prisão, mesmo que seja no ultimo episódio, me faça pensar que eles possam ir para a cadeia no nosso mundo também, me faz acreditar que a justiça ainda pode ser feita. E que as pessoas boas merecem e conseguem suas recompensas. Não necessariamente, marido e filho mas tudo o que almejaram para suas vidas, de forma que constituir família seja apenas mais conseqüência, uma maravilhosa conseqüência de uma vida de esforço e honestidade. Diga o que quiser, vou continuar assistindo a minha novelinha e dando esperanças a minha esperança e, lógico, me impressionando com a criatividade dos autores.


de quem acredita que o mundo ainda pode ser como o último capítulo de uma novela.

domingo, janeiro 9

então, cuidado!!

 
 "Há quatro coisas que não voltam atrás:a pedra atirada,a palavra dita,a ocasião perdida e o tempo passado."
     Essa velha frase que diz mais do que eu conseguiria com linhas e linhas de dissertação me fez refletir: tudo que é irreversível está relacionado a uma segunda pessoa. A pedra que, assim como as palavras, atingiria alguém, a ocasião em que você poderia ter feito algo para alguma pessoa e o tempo que você não passou com ela. As nossas atitudes são refletidas nos outros.
     Que as consequências do que fazemos somos nós que temos que assumir, é inegavel e não preciso falar pra ninguém. O que quero dizer é que por mais que o homem queira atingir a auto-suficiência, ele nunca será. Talvez leve o título de auto-suficiente aquele que se isola de tudo e do mundo, que só encherga o seu próprio umbigo e é orgulhoso demais pra confessar por um instante que gostaria de companhia. 
     Mas o recado que a frase passa, é para qualquer um. Afinal, quem nunca machucou alguém? A sensação piora quando você se importa com ele não? E a vergonha do erro passa a doer quando esse alguém se mostra maior do que uma complicação qualquer e te perdoa.
     Não, não tenho como te dar a fórmula secreta pra voltar ao passado e corrigir o deslise. É com os erros que se aprende, e com aprendizagem que se amadurece. Também está além do palpavel simplesmente dizer o que você deve fazer pra ser perdoado ou como fazer para a outra pessoa esquecer a besteira que você fez ou disse.
     Fato é que assim como o tempo é remédio, ele é a demonstração da sua mudança ou do seu arrependimento. Tanto para os outros como para você mesmo. Com o tempo dá para saber se  mudança foi verdadeira ou momentânea. E tenho certeza que um dos maiores ensinamento do tempo é: cuidado. Lógico, que sempre existira o "me desculpe" mas nem sempre haverá aquele para te desculpar.     

quinta-feira, janeiro 6

20 passos para uma vida melhor

  1. sempre sorria mesmo se for pra disfarçar sua tristeza, só tratá recompensas: mais sorrisos. 
  2. observe uma criança. Você provavelmente notará coisas que estão no seu dia a dia e sempre te passão despercebidas. 
  3. conte pelo menos uma piada sem graça por dia e se ninguém zuar a sua piada, mude o seu ciclo de amigos: eles não te escutão.
  4. ouça o silêncio. 
  5. converse com você mesmo na frente do espelho.
  6. faça sua 'boa ação do dia'.
  7. faça planos pra tudo.
  8. esqueça seus planos.
  9. reze agradecendo, de preferência.
  10. adimita que você está apaixonado.
  11. diga 'eu te amo'.
  12. escute tudo e ouça apenas aquilo que você julgue necessário.
  13. antes de conversar com aquela pessoa que te magoou dê pelo menos 3 bons socos na parede e 1 bom grito e durante a conversa não se esqueça de respirar fundo pelo menos 572 vezes.
  14. deixe o regime pra segunda (quando chegar segunda, deixe pra outra segunda).
  15. dance.
  16. faça questão de ver seus amigos.
  17. pergunte "como você vai?" porque você realmente esta interessado não porque faz parte da conversa. Olhe nos olhos.
  18. invente uma novidade no msn, pra variar.
  19. encontre uma boa caracteristica na pessoa que você conheceu hoje e encontre 3 ótimas na pessoa que você não gosta.
  20. e principalmente: esqueça tudo isso. Dê seus próprios passos.

terça-feira, janeiro 4

mais que exemplos.

          Desafio, dádiva da vida que foi dada a cada um e tem uma capacidade inimaginavel de se transformar todos os dias. Como diria Luíz Fernando Veríssimo: quando a gente acha que tem todas as respotas vem a vida e muda todas as perguntas. e o que sobra quando mais uma vez levamos uma rasteira do que ousamos chamar de destino, que na verdade é a simples consequência dos passos que damos a partir do que temos de concreto? Pois é, já pude entender que as alternativas são: aceitar ou inventar uma causa, percebi também que há uma linha tênue que separa esses opostos.
     No meu pequeno círculo de conhecidos encontrei alguns exemplos de perseverânça: pessoas que não se rendem por qualquer obstáculo, cujas lagrimas caem em uma noite lavando a alma pra voltar a batalha na manhã seguinte. Eu falo daquelas que teriam todos os motivos pra se voltar contra Deus e a cruz que Ele as entregou, que poderiam optar pela revolta e amargura mas que para admiração de todos e demostração de força se contentam em agradescer o que receberam e apenas pedem que seja feita a vontade do Criador. São aquelas que trazem nos olhos a coragem e a vontade de viver, as que transformam o desafiador em desafiado e o fazem com um sorriso verdadeiro e confortador. Essas pessoas são os motivos pelos quais posso afirmar que não há porque desistir.
     Uma vez conheci uma mulher: paraplégica e com dificuldades de falar e mover também os braços, a mesma que cursou UFES, se tornou pscicóloga e escreveu um livro. e quando no espanto me peguei dizendo "e eu reclamo por tão pouco" ela mais uma vez me surpreendeu com a singela resposta: se você reclama não é por pouco, simplesmente deve encontrar uma forma de lidar com isso. 
     Por mais sábia que tenha sido a resposta, ainda fiquei e fico confusa do porque algumas pessoas passam por tantas provações e eu não. Confesso que também não sei se seria esse exemplo de resistência e talvez não encontrasse esse poço inesgotável contendo tal força de vontade. De qualquer forma, dessas histórias de vida que são verdadeiros tapas de luva, fica a certeza que sempre existirão motivos pra continuar e não devemos perder a força nem deixar de acreditar que acima de tudo e principalmente apesar de tudo Deus olha por nós e nos espera.
   

dedicado a Tia Arlete e a Ju Zavarize
(meus maiores exemplos de resistências)