Com a certeza que os ventos sempre mudam de direção, nós vivemos. Vivemos mas nos esquecemos que não se sabe exatamente quando pode acontecer... até quando vai ventar pro norte. Vivemos sem saber o que nos espera no dia seguinte contando com a existência dele.
Mas se os ventos sempre mudam de direção e isso não depende de nós, porque esperamos tanto tempo ou tantas coisas acontecerem pra finalmente sair da inércia que absorve nossas atitudes e pensamentos? Ou esperamos tanto pra vencer todo o orgulho no qual submergimos nossos corpos?
O pior é que a gente sabe que tudo isso faz mal: orgulho, inércia, espera! E ainda assim, esperamos por algo ou alguém acontecer ou aparecer pra nos sacudir e quem sabe conseguir abrir os nossos olhos! Isso, claro, pra depois que esse algo ou alguém passar voltarmos a fecha-los e esquecer que vale o hoje, o agora, a oportunidade, o fazer acontecer, vale tudo que estamos pensando, tudo que queremos ser, vale qualquer gesto, vale qualquer sentimento, vale tudo que é espontâneo.
Porque tudo que vem de dentro é sincero, tudo que vem com carinho fortifica e tudo isso que é verdadeiro não merece esperar.
Então, pra que pensar muito em todas as possibilidades de se fazer o que se sente sendo que as palavras junto com os sentimentos podem se surpreender exatamente como o vento quando se encontra numa outra direção? Pra que se deixar surpreender com a ausência podendo-se aproveitar a presença? Pra que pensar em amanhã se hoje é o presente, o verdadeiro presente?

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