sexta-feira, junho 10

eu pinto o meu céu.

     Eu que pinto o meu céu, eu que decido a quantidade de estrelas que brilham. Confesso que o poder que elas tem de me impressionar sai do meu controle mas cabe a mim deixa-la lá ou não.
     A opção de apagar as nuvens que porventura aparece  também é minha, se bem que na maioria das vezes eu escolho transformá-las nos formatos mais divertidos e irônicos que minha mente criativa permite.
     Eu que decido a intensidade da chuva, seu tipo, formato das gotas e se ela vai mesmo me molhar. Sei como me proteger dela assim como sei da alegria que um banho de chuva pode trazer.
     Eu que escolho se é noite, ou se é dia. Escolho quando o meu Sol nasce, quando e onde ele se põe... eu que sei se fico perto ou longe, se mecho ou deixo quieto, se faço um acabamento aqui ou ali.
     Eu que pinto o meu próprio céu e minha recompensa é saber que em algum lugar, alguém olha pra ele e enxerga alguma beleza, alguém olha e talvez até sinta todo o potencial de tudo que é de pura e simplesmente autoria minha, alguém que veja todos os erros que também tem minha assinatura e apenas ria sabendo em silêncio como concertar.
     Minha recompensa é saber que eu posso pintar o meu céu e continuar escolhendo e optando e mudando e crescendo que em algum momento minha estrela cadente vai guiar esse alguém, meu alguém, pra pintar comigo e em mim.  

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