sexta-feira, março 18

mudanças.

     É duro descobrir que o ‘sempre’ nem sempre corresponde a inacabável. É triste olhar pra trás e ver que mais do que necessário, se torna natural deixar pessoas para trás. Deixar bagagens, histórias, memórias, carinhos.
     E quem fica então? Será que ninguém continua? Eu, sinceramente, tenho medo dessa pergunta!
     De qualquer forma, o tempo está fazendo um ótimo papel me ensinando que não há mais tempo pra que eu seja mais uma menina. Ele com as vozes de quem ficou, me diz que eu consigo que eu posso continuar, que meu destino é mais além e eu mais coração que razão tento manter essas vozes na minha cabeça numa tentativa quase desesperada de mantê-los vivos em mim. E eu mais razão que coração falo pra mim mesma que lágrimas não limpam atitudes muito menos remoer o passado, concerta o futuro.
     Eu, muito mais eu agora do que nunca, muito mais futuro que passado quero fazer deste momento o meu presente, em todos os sentidos. Já entendi que sou eu que me presenteio e que sou eu a voz da minha consciência. Percebi que tudo ao meu redor me acrescenta mais só eu me valorizo.
     Sim Tempo, se o seu objetivo era transformar a minha menina em mulher... Você está conseguindo, mas eu te falo uma coisa, já entendi que o “para sempre” não acontece, mesmo que seja dito com toda a sinceridade cabível a alguém que ama mas eu ainda acredito em “nunca”. E é com toda a confusão que há em mim em meio a tantas mudanças e novidades que eu digo, sem medo de estar errada ou sem medo de comprometimentos futuros que eu: NUNCA, nunca vou esquecer das vozes do meu coração tão pouco da linda menina que me habita.

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