Quando somos crianças, vamos à praia para entre outras coisas construir castelos de areia, aqueles que são feitos com um punhado de terra que você deixa escorrer pela mão, situação em que a onda é a maior inimiga.
A vontade de querer controlar o mar e o momento exato em que a onda vai vir é generalizado assim como a frustração por não ter tal capacidade. Afinal, é você quem está construindo aquilo, está saindo das suas mãos e simplesmente aparece uma onda e te faz começar tudo de novo?
Foi numa situação dessas, ouvindo o meu primo dizer ‘não posso desistir gente!’ que eu percebi: tudo está exatamente nas nossas mãos. Não apenas a areia assim como a opção de continuar o castelo. Pedir que a onda não venha, é em vão, mudar de lugar pode ser uma solução passageira mas desistir será apenas burlar a situação.
Meu primo, numa situação até cômica, colocava o corpo na frente do castelo e juntava o máximo de areia possível ao redor do seu monte, construindo verdadeiras muralhas na sua imaginação. Enquanto isso, na minha mente só me perguntava se eu já tinha alguma vez, me entregado, dado o sangue, por alguma causa ou o que poderia me envolver a tal ponto.
Foi quando veio outra onda, que deu a volta em sua perna e desmontou parte de seu castelo. Em seu rostinho apareceu a tristeza que logo deixou espaço para a determinação ao menos tempo, o que me deixava triste é não conseguir lembrar nem mesmo um castelo pelo qual lutei tanto, de nenhum reino eu merecia de fato receber uma coroa.
Minha conclusão final foi que a minha vida toda é o meu castelo, alias, a base dele e talvez algumas vigas já que eu tenho muito para construir ainda. Sei que muitas ondas virão mas essa idéia me trás a certeza que a minha força de vontade e fé em mim mesma vão me levar ao topo.
Foi numa situação dessas, ouvindo o meu primo dizer ‘não posso desistir gente!’ que eu percebi: tudo está exatamente nas nossas mãos. Não apenas a areia assim como a opção de continuar o castelo. Pedir que a onda não venha, é em vão, mudar de lugar pode ser uma solução passageira mas desistir será apenas burlar a situação.
Meu primo, numa situação até cômica, colocava o corpo na frente do castelo e juntava o máximo de areia possível ao redor do seu monte, construindo verdadeiras muralhas na sua imaginação. Enquanto isso, na minha mente só me perguntava se eu já tinha alguma vez, me entregado, dado o sangue, por alguma causa ou o que poderia me envolver a tal ponto.
Foi quando veio outra onda, que deu a volta em sua perna e desmontou parte de seu castelo. Em seu rostinho apareceu a tristeza que logo deixou espaço para a determinação ao menos tempo, o que me deixava triste é não conseguir lembrar nem mesmo um castelo pelo qual lutei tanto, de nenhum reino eu merecia de fato receber uma coroa.
Minha conclusão final foi que a minha vida toda é o meu castelo, alias, a base dele e talvez algumas vigas já que eu tenho muito para construir ainda. Sei que muitas ondas virão mas essa idéia me trás a certeza que a minha força de vontade e fé em mim mesma vão me levar ao topo.


Que crônica excelente!!
ResponderExcluirMe fez pensar em varias situações, em q eu deveria ter ecolhido a 'opção de continuar o castelo'...
=\
Lembrei da minha infância.
ResponderExcluirSempre fazia isso na praia, geralmente nunca sozinho, as vezes amigos, primos, irmão. Estavam lá para construir o castelo, ajudar a controlar a onda, a tentar afastá-la.
Vamos lá, não podemos desistir gente !