quinta-feira, fevereiro 24

demostrações? demostre!

       Todos procuram uma grande demostração de afeto. Todos precisam de uma dessas, lógico, com intesidade diferente de pessoa pra pessoa mas, na verdade, eles querem é uma demostração grande. E acredite em mim, isso faz toda a diferença. O ser humano parece ser medido por medida e encontra em cada atitude a quantidade ideal pra ser recíproco. Raro é encontrar alguém que queira se doar e deixa que receber algo em troca se torne apenas uma consequência positiva que possa iniciar um ciclo de trocas boas. 
     Deixe-me esclarecer um coisa antes de começar a discutir o que todo mundo sabe sobre os humanos, seus defeitos, seus desencontros, suas diferenças e seus momentos. Queria poder explicar o poder que tem uma grande demostração para os céticos de plantão, e tentar traduzir a sensação de todos os simples de coração, particularmente seria ideal iniciar uma campanha com o slogan: "grandes demostrações grandes, por gentileza" já que em meu eu, sempre bipolar, existe o cético e o crente. Mas vou apenas deixar meu singelo exemplo detado de criatividade zero. 
     O que você escolheria: carro ou bicicleta? Nem precisa pensar, é lógico que o que tem mais valor nos atrai mais. Mesmo se você não tiver habilitação vai escolher o de quatro rodas. Agora imagine, o carro foi lhe dado por alguém que tinha muito dinheiro e resolveu lhe faz um agrado enquanto quem te deu a bicicleta guardou com muito sacrificio um pouco de seu salário suado durante vários meses e entregou finalmente o objeto que no final representava mais um troféu que um veículo. Enxerga que a bicicleta é uma grande demostração enquanto o carro é uma demostração grande? Vê toda a candura da bicicleta frente a linearidade do carro?
     Como a campanha dos meus sonhos indica eu preferia sim uma grande demostração grande, já que muitas vezes os meus olhos só percebem o tamanho da situação e esquecem de sentir da grandeza dos pequenos atos. Afinal, como Newton deduziu: toda reação teve uma ação inicial e isso não esta presente apenas nas situações de sala de aula, fora dela, tudo que fazemos depende do que aconteceu primeiro. 
     Então, antes de exigir que fação algo pra você, antes de achar que todos devem demostrar de forma gritante o tamanho do sentimento que nutre por você, tente atrir afeto! E isso se consegue espalhando-o. Tente rir para atrair bom humor. E tente pensar nos outros pra que eles finalmente pense em você. Mas entenda que acima de tudo toda regra - até as de física - tem sua excessão e quando se trata de gente, as situações nunca são exatas! Deixe que as consequências de suas ações te surpreendão, opte por se doar e só.

domingo, fevereiro 20

SairDeCasa

     Entre os pensamentos que vão e vem na nossa mente confusa, sempre aparece o de sair de casa. Isso é fato! Vai dizer que você nunca pensou sair da casa dos seus pais e se aventurar no desafio de crescer por você mesmo contando no máximo com talvez duas outras pessoas tão cruas quanto você?!
     Pois é, mas pensamento por pensamento não definem a complicação que a situação pode parecer, só então, quando nos deparamos de fato com a realidade, quando caimos em nós mesmo e percebemos que finalmente podemos "nos tomar conta" é que entendemos que além disso devemos tomar decisões em que qualquer detalhe pode fazer toda a diferença, percebemos que não só conseguimos resolver trinta coisas por dia como temos essa obrigação.
     Entendemos depois de um tempo, que não sentimos tanta saudade quanto achamos que sentiriamos pelo simples fato de não termos tempo pra sentir, mas que em qualquer brecha o vazio que todas as coisas e pessoas deixaram se torna um buraco negro te consumindo por dentro. Nunca é tão fácil quanto parece.
     Mas tenho mais uma novidade pra você: nunca é tão dificil quanto parece também. É ai que você se da conta que o seu mundo não se resume àquela vizinhança pacata, que você não precisa ser tão insignificante quanto você imagina ser, que quando você encontra um porto seguro, quando se sente realmente seguro, você não é o único beneficiado, está acrescentando na vida de alguém também.
     Quando você descobre tudo isso, depois que ultrapassou muralhas insuperáveis começam a dizer que você esta pronto. Lógico que não poderiam facilitar e te contar todas essas coisas, deixam você aprender sozinho pelo simples fato que você deve "aprender com seus atos", sinceramente? Isso nunca foi tão estranhamente confuso, dificil e engraçado.  
    É, assim como todas as outras coisas, existem no mínimo dois lados: o bom e o ruim. E entre eles, você. Quando somos submetidos a esse crescimento ao invez de procura-lo por livre e espontânea vontade nos resta rogar por calma e sabedoria tendo a certeza que não acaba uma vida e começa outra. Termina uma fase da vida pra outra começa, mas quem já marcou a sua vida no passado continuará fazendo parte da sua história de qualquer forma. 

Do dicionário da vida, SairDeCasa(1) ato ou efeito de amadurecer; (2) descoberta que erros e defeitos são cometidos para que se aprenda com eles; (3) descoberta de limites; (4) encontro inédito com você mesmo.  
    

quinta-feira, fevereiro 10

Obrigada véi [lê-se: valeu, cara.]

     Eu fiz isso aqui pra compartilhar minhas idéias sobre o mundo, pra mostrar um pouquinho de mim pra que talvez eu mesma, me entenda melhor e assim possa me explicar pra quem tiver realmente interessado em desbravar o mix de sentimentos que me compõe.  
     Então, mais um vez me encontro numa situação em que escrever se torna a minha válvula de escape, a diferença é que nesse momento eu não consigo usar de nenhuma figura de linguagem se não a própria situação em que eu estou vivendo... talvez nesta postagem devesse começar com algo diferente, quem sabe um...
     Olá diário, 
 O meu dia hoje foi muito curioso, eu comecei com a ideia de mudar de cidade na metade do ano, decidi que mudaria no começo do ano, voltei para a metade do ano e agora estou cogitando a hipótese de ir no começo de novo, é diário você sabe o quanto eu sou indecisa assim como eu sei que na maioria das vezes o meu coração prevalece em relação à razão. Você provavelmente lembra que algumas páginas atras eu já mudei de cidade e eu lembro o quanto parecia que tudo dava errado.
 Não que tivesse sido culpa de alguém, na verdade tudo que deu errado acabou me mostrando quem se importava comigo. Talvez caiba aqui um pequeno acontecimento que me mostrou muito: logo depois de receber mais uma nota baixa, eu liguei para a moça do alojamento aonde eu finalmente iria morar, eu já tinha visto a minha vaga e só ia perguntar a conta para eu depositar o dinheiro. 
 Já seria a quarta tentativa de morar a menos de duas horas de onibus da faculdade e a moça disse: aah então, eu peço desculpas mas o quarto que eu te mostrei entrou em reforma. E tinham passado menos de 3 dias depois que eu vi o quarto. Foi a primeira vez que eu me senti realmente incapaz, eu não conseguia nem encontrar um lugar pra viver por perto! Quando eu senti que os meus olhos me traiam, quando percebi que as lágrimas cairiam sim, independente do que eu fosse fazer, eu esperei e esperei mais um pouco, na verdade, não lembro o que estava esperando, mas estava. Depois que enxuguei minhas lágimas e dei quatro ou cinco passos uma colega de turma apareceu, perguntou se eu estava bem e depois me deu um abraço, em seguida, chegou outra quando as minhas lagrimas já estavam trapaciando a minha vontade de novo. Resolvemos que deveriamos ir para a aula - apesar da professora faltar mais que qualquer aluno - no caminho tinham outras duas pessoas esperando por nós.
 Nesse dia eu queria sair expalhando pra todo mundo que eu tinha encontrado amigos, amigos mesmo. Aquelas pessoas especiais que te dão apoio e aparecem quando o resto todo some, sabe? Juro, que naquele momento, não importava mais se eu não tinha lugar pra ficar, se eu só tirava notas baixas, se eu não tinha conta [é, nem isso eu estava conseguindo!!] porque existiam pessoas que se importavam e eu podia sentir que era de coração.
 Acabo de perceber que perdi foco e todos os argumentos pra mudar de cidade ou não. Agora só me admira o quanto essas pessoas são ímpares e importantes pra mim, por mais que tenha sido apenas um semestre [na verdade, menos] eu sei que tive muita sorte de tê-los conhecido e tenho certeza que eu vou contar deles para todos meus netos assim como já conto para outros amigos!
 É diário, eu ainda não sei o que eu vou fazer da minha vida, mas acabo de perceber que tudo depende de quem está ao redor - direta ou indiretamente. Talvez minha dúvida exista porque minha vontade de conhecer novas pessoas e encontrar outras que deixem sua marca, seu exemplo, seu carinho... não seja tão forte quanto a certeza que por mais que essas novas existam, não serão exatamente as pessoas que eu conheci quando sai de casa, não vai existir o mesmo DCE, nem a mesma lanchonete perto do anatômico nem os mesmos morros, nem... nada! 
 É, eu vou sentir falta. Muita falta.
   

quarta-feira, fevereiro 2

então a vida é um castelo de areia.


     Quando somos crianças, vamos à praia para entre outras coisas construir castelos de areia, aqueles que são feitos com um punhado de terra que você deixa escorrer pela mão, situação em que a onda é a maior inimiga.     
     A vontade de querer controlar o mar e o momento exato em que a onda vai vir é generalizado assim como a frustração por não ter tal capacidade. Afinal, é você quem está construindo aquilo, está saindo das suas mãos e simplesmente aparece uma onda e te faz começar tudo de novo?
     Foi numa situação dessas, ouvindo o meu primo dizer ‘não posso desistir gente!’ que eu percebi: tudo está exatamente nas nossas mãos. Não apenas a areia assim como a opção de continuar o castelo. Pedir que a onda não venha, é em vão, mudar de lugar pode ser uma solução passageira mas desistir será apenas burlar a situação.
     Meu primo, numa situação até cômica, colocava o corpo na frente do castelo e juntava o máximo de areia possível ao redor do seu monte, construindo verdadeiras muralhas na sua imaginação. Enquanto isso, na minha mente só me perguntava se eu já tinha alguma vez, me entregado, dado o sangue, por alguma causa ou o que poderia me envolver a tal ponto.
     Foi quando veio outra onda, que deu a volta em sua perna e desmontou parte de seu castelo. Em seu rostinho apareceu a tristeza que logo deixou espaço para a determinação ao menos tempo, o que me deixava triste é não conseguir lembrar nem mesmo um castelo pelo qual lutei tanto, de nenhum reino eu merecia de fato receber uma coroa.  
     Minha conclusão final foi que a minha vida toda é o meu castelo, alias, a base dele e talvez algumas vigas já que eu tenho muito para construir ainda. Sei que muitas ondas virão mas essa idéia me trás a certeza que a minha força de vontade e fé em mim mesma vão me levar ao topo.